Pouco mais de 1,2 mil pessoas participam de audiência pública no Gigantinho para discutir os aplicativos irregulares na Capital

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O projeto de lei que permite a Uber e outras empresas operarem na Capital foi objeto de discussão durante audiência pública convocada pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Cássio Trogildo (PTB). O evento aconteceria no dia 22 de junho, mas por falta de acomodações na “Casa do Povo”, foi realizado na noite do dia 5 deste mês, no Gigantinho, local amplo com capacidade para cerca de 5 mil pessoas, porém pouco mais de 1,2 mil interessados acompanharam a sessão. Informações repassadas pela assessoria de imprensa do legislativo municipal, dão conta que 715 simpatizantes dos taxistas tomaram uma parte do ginásio, enquanto que 525 apoiadores da multinacional norte-americana ocuparam outro espaço.

Em sua fala, o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Luís Cappellari, fez um breve histórico explicando o estudo realizado que resultou na elaboração do Projeto de Lei do Executivo (PLE) nº 14/2016 que está tramitando na Câmara Municipal e se encontra parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) daquela casa legislativa.

Foram permitidas as manifestações de 20 pessoas, sendo 10 de cada lado e de forma intercalada, além dos vereadores presentes na audiência pública.

O resultado foram inúmeras vaias, aplausos e até xingamentos de cada lado, conforme alternava o orador na tribuna montada junto ao palco principal, onde se encontravam as autoridades.

Cada inscrito podia falar livremente por 5 minutos, mas quando as vaias eram fortes, o presidente da Câmara Municipal suspendia a sessão e solicitava que a plateia respeitasse o orador ouvindo sua fala.

Quando os apoiadores da Uber ocupavam a tribuna, os taxistas ficavam de costas numa forma de protestar contra a empresa multinacional norte-americana.

A audiência pública serviu para ouvir as manifestações de ambas as partes, embora o PLE vai continuar tramitando no legislativo após o recesso parlamentar.

Falta de respeito
Os representantes da Uber vieram de São Paulo, participaram da audiência e foram os primeiros oradores.

Sob vaias dos taxistas tentaram justificar o inexplicável. Numa clara demonstração de que não respeitam a lei, a soberania do Brasil e até mesmo os mais de 500 motoristas parceiros da multinacional, presentes ao evento, o gerente de Relações Governamentais da empresa, Gabriel Petrus, e suas assessoras de imprensa se retiraram do Gigantinho, logo após usarem o microfone, deixando seus companheiros sozinhos nas arquibancadas do ginásio.

A mesma falta de respeito demonstrada pela gerente de Comunicação da Uber Brasil, jornalista Letícia Nigro Mazon, 29 anos de idade, que não quis atender a reportagem do JORNAL DO SINTÁXI, numa descortesia profissional.

Este é o legítimo estilo norte-a-mericano na condução dos negócios, ingressam como predadores de forma afrontosa e desaforada, sem responsabilidade social e compromisso com a comunidade local.

Seu único intuito é obter lucro a qualquer custo, precarizando as relações de trabalho, vendendo ilusões aos que eles denominam parceiros e a população em geral.

Numa estratégia clara de desmantelamento do sistema legal de transporte, para que possam, no futuro, explorar sem freios a todos tornando as pessoas reféns de suas imposições, pois não haverá mais concorrência.

Mas a classe taxista, unida e consciente de seu papel na sociedade não permitirá que isto aconteça pois a direção do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) tomará todas as medidas cabíveis para denunciar e obliterar a instalação deste sistema de transporte nefasto a toda comunidade gaúcha.